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Release

A Mulherada, enquanto banda, difunde o ritmo afro pop A Mulherada é uma banda que tem como diferencial a luta pela defesa dos direitos das mulheres, tem participado de várias campanhas locais e nacional pelo fim da violência contra as mulheres, iniciou sua trajetória no Pelourinho e desfila carnaval no Bloco A Mulherada nos circuitos Campo Grande e Barra Ondina.

O reconhecimento internacional aconteceu no 19th anual African Market Place Cultural Faire em Los Angels nos EUA, em 2004. Com o som cadenciado dos tambores difunde os ritmos afro pop brasileiro.

No repertório músicas autorias com letras fortes cheias de baianidade e de compromissos às causas feministas.

A experiência musical é constituída por grandes eventos com consagrados artistas tais como: Sandra de Sá, Olodum, Ilê Ayiê, Lazzo, Mariene de Castro, Gerônimo, Luiz Caldas, Margareth Menezes, Malê Debalê, Márcia Freire, Muzenza, Cortejo Afro, Raimundo Sodré, Gilberto Gil, Márcia Short, Sine Calmon, Simone Moreno, etc. Mais do que uma banda musical, a Mulherada é compromisso social brasileiro, o que faz com que ganhe destaque dentre outras bandas baianas. Em seu repertório contém músicas próprias compostas por letras fortes cheias de identidade étnico racial e social. Deste modo, vem firmando o compromisso com as causas das mulheres.

Por identificar que mulheres integrantes do grupo sofriam violência, decidimos cada vez mais estar presentes nas frentes de batalha para a construção da cidadania plena das mulheres, com isto   o grupo  é uma entidade referenciada como dedicada na defesa dos direitos das mulheres, pois em suas letras propõem  o engajamento da sociedade em prol desta luta, porém com tanto esforço e dedicação não recebe com frequência  verbas governamentais para a realização de suas ações afirmativas, com isso dificultando a continuidade de suas atividades.

Diante de dados alarmantes da violência contra as mulheres e principalmente devido ao fato destes dados serem elevados em Salvador, o grupo, desde 2008, decidiu levar para as ruas durante o Carnaval a Campanha TAMBORES PELO FIM DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA – tocar pode , bater não! com isso, promove a discussão sobre a necessidade de promover o fim da violência nos grandes eventos mundiais.

O projeto faz a analogia entre tocar o TAMBOR e tocar em uma MULHER. Ou seja, no tambor você não pode bater, porque não irá tirar som agradável e vai danificar o instrumento, o mesmo acontece com a mulher, você não pode bater nela, pois irá machucá-la ou matá-la e também para tocar na mulher é necessário que a mesma assim o permita.

Sendo o Carnaval um momento de visibilidade na mídia, nos propusemos a desenvolver esta campanha em sintonia com os organismos governamentais e não governamentais de defesa dos direitos das mulheres. Ao percebemos que a difusão desta campanha não pode limitar se apenas ao Carnaval, buscamos mantê-la durante todo o ano, realizando palestras, seminários, roda de conversa e outros eventos sobre o tema.

Dedicamo-nos a esta temática por entender que ações como estas podem influenciar positivamente a sociedade no enfrentamento ao fim da violência contra as mulheres, tornando efetivo o papel educativo da Lei 11360/2006 – Lei Maria da Penha, ampliando assim as conquistas das mulheres por equidade de gênero nas diversas esferas que compõem o contexto social, como também visamos o despertar da conscientização para que tenhamos mais pessoas comprometidas com a erradicação de todas as formas de violência e discriminação