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HISTÓRICO

O Instituto A Mulherada surgiu da inspiração do Espaço Cultural Kalundu em 1992, voltada para a produção de eventos e atividades sociais não só para a comunidade local mas, para toda a cidade, tais como, lançamentos de livros, a Segunda do Bacalhau,a Quarta Pra que te Quero, a Sexta do Samba, encontros, palestras, seminários, debates, e o coquetel comemorativo do lançamento do livro ARMARINHO DE MIUDEZAS do renomado escritor Wally Salomão.

Neste trajeto, em meados do ano de 1994, devido as atividades sociais desenvolvidas com a comunidade local, se criou a banda formada por mulheres, denominada KALLUNDU e suas Kallundetes que, a partir de 1998, em razão da necessidade de proporcionar às crianças carentes do Centro Histórico do Pelourinho uma participação no Carnaval em caráter gratuito, criou o bloco infanto juvenil Kallundinhos que, até o ano de 2001 desfilou no Circuito Batatinha com aproximadamente (500) quinhentos participantes acompanhados de seus responsáveis apoiados pela EMTURSA e Pelourinho Dia & Noite.

Sob esta denominação apresentou-se em todas as Praças do Pelourinho e integrado ao Projeto Pelourinho Dia e Noite, apresentou-se também em outras atividades de cunho sócio assistencial distribuindo alimentação, brinquedos para pessoas desabrigadas; participou ativamente de campanhas sócio-educativas de conscientização da comunidade local; da organização de programações culturais, tais como, shows de manifestações regionais no Centro Histórico com a apresentação de grupos de samba de roda, de peças teatrais a céu aberto, exibições de filmes educativos em telões.


Por fim, Mônica Kalile produtora cultural sensível à causa da mulher e da mulher negra, e com o intuito de dar mais visibilidade a esta luta por mais igualdade e respeito, e devido ao grande numero deste contingente de pessoas duplamente discriminadas não terem condições econômicas de integrar as agremiações participantes do tríduo momesco, decidiu juntamente com a Diretoria da Banda Kallundu/Kallundetes transformar esta entidade no O Instituto A Mulherada sendo assim este ano de 2003 desfilou no carnaval, reunindo milhares de mulheres de todos os credos e raças, sendo elas oriundas de entidades afins: Fórum das Entidades Negras, Unegro, Pastoral Afro, CEAO, CEAFRO, Coletivos de Mulheres Negras, Escola Luiza Mahin, Associação de Lavadeiras do Abaeté, quando adquiriram suas fantasias em troca de (2) quilos de alimentos não perecíveis para distribuição com outras entidades carentes de Salvador.

O Instituto A Mulherada também objetiva à realização de constantes ações afirmativas, para desenvolvimento e capacitação da comunidade afrodescendentes. Nesta proposta em 2002 participou do programa de Qualificação Profissional Para Afro Descendentes, patrocinado pelo F.A.T – Fundo de Amparo ao Trabalhador da Secretaria do Trabalho e Bem Estar Social, coordenado pela UNEB – Universidade do Estado da Bahia, juntamente com as (12) entidades afros a seguir nominadas: Ilê Ayiê, Olodum, Malê de Balê, Muzenza, Okambi, Vulcão da Liberdade, Terreiro Ilê Axé Oxumaré, Ilê Obá Deji, Conselho Estadual de Desenvolvimento da Comunidade Negra CDCN, Engenho de Negro, Os Negões, Filhas Gandhy.